Livro: A música em minha bíblia

28 julho 2010 por Ramon Fávero · Deixar um Comentário
Categoria: Igreja, Livro, Música, Série: Livros Temáticos 
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Olá, pessoal!

Eis-me aqui novamente, e hoje inicio outra série de posts sobre e-books interessantes.

Em sua maioria terão cunho musical ou evangélico, e tenho certeza que todos serão  muito úteis para os músicos e para os irmãos em Cristo.

Pois bem, segue abaixo um e-book totalmente especial, que reúne música e conhecimento bíblico.

Livro: A música em minha bíblia

Este livro é um profundo estudo da música nos tempos bíblicos: como era executada, os instrumentos musicais da época, como ela possivelmente soava, com que espírito era cantada ou tocada. Extremamente necessário para todo o estudioso da música bíblica.

Em 1968 a Casa Publicadora Brasileira traduziu e publicou o excelente livro “Música na Minha Bíblia”, de autoria de Helen G. Grauman. Porém, após o esgotamento da edição, não foram feitas novas reimpressões e, até onde se sabe, não há planos para uma reedição.

Por muitos anos este livro tem sido uma das melhores fontes de pesquisa no idioma Português acerca do assunto da música nos tempos bíblicos.

Abraços, e a paz do Senhor!


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Série Instrumentos de Orquestra: Flauta Transversal

19 julho 2010 por Ramon Fávero · 1 Comentário
Categoria: Série Instrumentos de Orquestra 
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Olá pessoal,

Gostaria de apresentar a vocês o novo editor do blog, chamado Jailson Moura, que trará conteúdo principalmente referente à música. É um rapaz novo, mas que sabe muito sobre música, e com certeza terá um futuro brilhante! Logo, logo vocês vão poder curtir um artigo dele, e aí vão poder se deliciar num conhecimento musical passado de forma gostosa, informal, sem ser aquela coisa cansativa. Curiosidades serão sempre bem-vindas, e notícias da atualidade também. Aproveitem também para tirar dúvidas sobre teoria músical e canto.

Além disso, estou iniciando uma série de posts nos quais falarei sobre os instrumentos da orquestra, e posteriormente sobre instrumentos populares. Não poderia deixar de  começar pelo instrumento que tanto amo, que é a flauta transversal. O objetivo dessa série de posts é levar o leitor a se interessar pela história do instrumento , bem como suas particularidades. Atualmente, há muitos instrumentistas que tocam divinamente bem, mas sequer sabem a origem do instrumento que tocam. Então, vimos com essa proposta, de contextualizar cada instrumento, mostrando sua origem, e principáis técnicas. Uma coisa legal é que em todos os posts teremos downloads com métodos de estudo referente a cada instrumento, facilitando o leitor para o aprendizado do instrumento. Então, deliciem-se com o conteúdo abaixo!



INTRODUÇÃO

A flauta existe desde a Idade da Pedra, sendo dos instrumentos mais antigos usados pelo Homem. Além disso, encontra-se em praticamente todas as culturas. Assim, torna-se impossível traçar a história, ainda que resumida, da flauta nas suas múltiplas formas, pelo que nós iremos restringir à evolução recente da flauta transversa.

ALGUNS DADOS HISTÓRICOS

A flauta transversa, à semelhança de muitos outros instrumentos, chegou à Europa no tempo do Império Bizantino.

Segundo David Munrow a flauta transversa pode ser encarada como a racionalização do princípio da flauta de Pã (ou siringe), sendo a sua expansão mais ou menos paralela ao declínio desta.

Durante a Idade Média a flauta transversa foi usada sobretudo como instrumento militar na Suiça e na Alemanha. Daí se expandiu para outros países sob o nome flûte allemande e Schweizerpfeife.

FLAUTA RENASCENTISTA

A flauta renascentista tinha tubo cilíndrico, com 6 orifícios para os dedos e 1 orifício circular muito pequeno (à volta de 6 ou 7 mm) como embocadura. Feita de uma única peça, tinha o grande inconveniente de não poder ser afinada.

Várias fontes indicam que o consort de flautas era constituído por três modelos, afinados a intervalos de quinta: soprano (em Lá), tenor (em Ré) e baixo (em Sol), todos com a extensão de duas oitavas. O baixo era por vezes feito em duas partes.

Todos os tamanhos eram feitos de buxo, material preferido na época para todas as madeiras, por ter as fibras muito juntas e uma massa específica muito elevada, permitindo ainda um excelente trabalho de torno. Ocasionalmente, o modelo soprano era também feito em vidro. Ainda no século XIX dois construtores franceses eram conhecidos pelas suas flautas e flautins em cristal!

A FLAUTA BARROCA

A partir de 1650 dão-se modificações muito importantes: a flauta passa a ser feita em 3 partes, introduzindo-se um novo orifício que é agora tapado por uma chave, controlada pelo dedo mínimo da mão direita. Segundo Johann Joachim Quantz estas inovações foram de origem francesa.

Por volta de 1680, provavelmente por ação da família Hotteterre (família francesa de construtores de instrumentos de sopro e sanfonas), o perfil do tubo é alterado: a cabeça permanece cilíndrica, mas as outras duas partes passam a ser cónicas invertidas (com um ligeiro alargamento na parte final). Este perfil apresentava diversas vantagens:

- O som produzido era mais doce.

- A quantidade de ar necessária era menor.

- A afinação, sobretudo no extremo agudo, era mais fácil.

- O tubo não tinha de ser tão longo e, por isso, os orifícios podiam estar mais próximos, ficando os dedos numa posição mais cômoda.

Esta flauta era por vezes feita em marfim, mas o normal era ser em buxo com anéis de marfim. Manteve-se em uso durante mais de um século, embora se passasse a fazer em 4 partes, com o corpo médio dividido em 2, o que permitia ao construtor determinar com muito mais rigor a forma interna do tubo.

Relativamente ao século XVII não existe documentação suficiente para poder afirmar quem foram os responsáveis pelas modificações apontadas. No entanto, sabe-se que tiveram origem num círculo de construtores parisienses ligados à corte de Luís XIV e liderados por Jacques Hotteterre.

Em 1707 Jacques Hottetere publica em Paris a obra Principes de la Flûte Traversière, na qual ilustra a flauta transversa em 3 secções.

No início do século XVIII o diapasão era extremamente variável, por vezes até de localidade para localidade. Por isso usava-se na flauta transversa um sistema de corps de rechange – conjuntos de corpos alternativos, afinados a diapasões ligeiramente diferentes, que substituíam a parte da flauta imediatamente a seguir à embocadura.

Em 1752 aparece o célebre Versuch einer Anweisung die Flöte Traversiere zu spielen (“Ensaio sobre um Método para Tocar a Flauta Transversa”) de Johann Joachim Quantz (importante compositor e flautista), obra fundamental para o conhecimento não só da história da flauta na primeira metade do século XVIII como também da estética e da prática musical da época, em geral. Quantz atribui a si próprio a invenção de uma junta deslizante que, variando o comprimento da flauta, permitia a afinação em diferentes diapasões, substituindo o complicado sistema de corps de rechange.

A APLICAÇÃO DE NOVAS CHAVES

Praticamente toda a música para a flauta transversa escrita durante o século XVIII, como é o caso dos concertos de Mozart (1778) era executada na flauta de uma chave, de excelente sonoridade, mas criando dificuldades nas dedilhações e afinação em certas tonalidades.

Estes problemas levaram ao aparecimento de 3 novas chaves: para o Fá natural (que era sempre muito alto), o Sol sustenido e o Si bemol. Surge assim a flauta de 4 chaves. Simultaneamente aumenta-se o comprimento do tubo e juntam-se 2 novas chaves para obter o Dó sustenido e o Dó graves. Esta inovação só se deve ter vulgarizado a partir de 1770 aproximadamente, sendo atacada por músicos como Quantz (para quem ela arruinava o som da flauta). Mozart utiliza estas duas notas em algumas peças.

Assim surge a flauta de 6 chaves, que tem já uma considerável liberdade de modulação e permite tocar em qualquer tonalidade, apresentando menos problemas de afinação que os modelos anteriores.

A FLAUTA BOEHM

No início do século XIX surgem grandes virtuosos da flauta, cujos concertos tinham grande sucesso, dando a este instrumento grande popularidade: é o caso de Drouet, Furstenau, Nicholson e Tulou.

Segundo Anthony Baines, Charles Nicholson (m. 1837) foi o maior flautista que a Inglaterra jamais conheceu. Em Londres, no período entre 1820 e 1830, Nicholson tentou melhorar e corrigir a flauta fazendo orifícios maiores; em 1831 Theobald Boehm (construtor de flautas alemão e flautista profissional) ouviu-o tocar nessa flauta, ficando impressionado com a sua sonoridade.

A partir daqui Boehm repensou completamente a flauta em todos os seus aspectos: perfil do tubo, número, colocação e tamanho dos orifícios, etc.. Ao fim de um ano de longas experiências, surge então a flauta Boehm, em que:

- Os orifícios são tão largos quanto possível.
- Os orifícios são praticados nos locais acusticamente corretos, independentemente de ser ou não possível a mão humana atingi-los.
- Há um complexo sistema de chaves para tapar todos os orifícios através do qual a ação de um só dedo pode fazer com que sejam tapados vários orifícios.
- Uns orifícios são controlados por chaves em forma de anel (diretamente tapadas pelo dedo), outros são completamente vedados por uma sapatilha, mas quando o executante não atua sobre elas todas as chaves estão abertas (exceto a de Sol #).
- O tubo é em metal (embora mais tarde se volte por vezes a usar a madeira), o que aumenta a sonoridade e a torna mais “clara”.

A nova flauta foi apresentada à Academia das Ciências em 1837, tendo obtido um relatório muito favorável e sendo adotada logo a partir de 1838 por J.-B. Coche, professor no Conservatório de Paris.

Os primeiros modelos de Boehm são ainda ligeiramente cónicos, mas em 1847 ele apresentou o seu modelo de perfil cilíndrico, dando à cabeça uma forma de curva parabólica muito suave.

O êxito desta flauta foi enorme, tendo suplantado todos os outros sistemas. Foi também adotado ou inspirou alterações na mecânica das outras madeiras.

Hoje, em qualquer parte do mundo, a flauta que se usa é a flauta Boehm, quer seja feita de madeira quer de metal.

NAIPE NA ORQUESTRA

Apesar de atualmente ser fabricada em metal, originalmente, era feita de madeira, daí a sua classificação no naipe das madeiras. Como se vê no esquema abaixo, a flauta transversal fica no centro da orquestra, juntamente com as demais madeiras (corne-inglês, oboé, flautim, clarinete-baixo, clarinete, fagotes e contra fagotes).


EXTENSÃO MUSICAL

A sua extensão é de 3 oitavas, indo do Dó4 ao Dó7. Todavia, flautistas experientes conseguem atingir até o Dó8. Além disso, as flautas modernas podem emitir o Si3.

PRINCIPAIS RECURSOS/TÉCNICAS

É grande o leque de recursos disponíveis para a flauta transversal. Seguem abaixo:

Vibrato – introduzido pela escola francesa, é feito a partir do diafragma, semelhantemente ao vibrato vocal. Existe também a possibilidade de realizar o vibrato utilizando-se das chaves em forma de anel presentes em algumas flautas. O abuso do vibrato por parte de flautistas leva a interpretações erradas, tocando em vibrato passagens que deveriam soar limpas e serenas.

Glissando – consiste em “deslizar” entre as notas, seja por meio das chaves ou por alterações na embocadura.

Harmônicos – feito ao mudar a embocadura e a direção da coluna de ar, obtendo uma nota diferente da que seria a da digitação fundamental. O timbre é mais doce e etéreo do que o da nota “real”.

Beatboxing – Consiste em tocar uma melodia realizando o beatboxing ao mesmo tempo. Técnica moderna que se tornou famosa recentemente, ao ser executada pelo artista Greg Pattillo.

Multifonia – consiste em solfejar e tocar ao mesmo tempo, o resultado é um som cortante e agressivo. (técnica mais moderna)

Frullato – pronuncia-se a letra “R” (sem voz) enquanto toca, dando à nota uma intermitência. (técnica também conhecida por Fluterzung e sempre foi característica própria deste instrumento, mas seu uso se tornou mais evidente em épocas mais atuais)

Polifonia ou Nota dupla – através de pesquisa foram descobertos alguns intervalos de notas possíveis de se emitir na flauta usando digitação especial e de um sopro mais “difuso”, de forma a permanecer entre dois sons harmônicos. (técnica moderna)

Trinados, trêmolos, mordentes, staccatos, legatos e outros compõem uma lista vasta de ornamentos e expressões muito comuns na execução da Flauta.

FABRICAÇÃO (MATERIAIS)

O instrumento era feito originalmente de madeira, passando-se posteriormente a fabricá-lo em prata ou outro metal, que confere uma maior intensidade do som, melhor afinação, mais facilidade de uso das chaves. Ainda há orquestras na Alemanha que utilizam flautas de madeira, justificando-se pela beleza timbrística inigualável.

A classificação nos diz que a flauta pertence às Madeiras, embora a sua construção seja geralmente feita de metal. A classificação, no entanto, não se embasa na construção, mas na natureza dos timbres. As Madeiras caracterizam pela diversidade de timbres e pela delicadeza destes.

Na fabricação da flauta, atualmente existem flautas feitas em Níquel e banhadas em prata, outras já são feitas em prata e algumas são feitas de ouro. Existem algumas marcas como a Muramatsu, Yamaha, Haynes, Sankyo que constroem Flautas de Platina. Muito se discute a questão do tipo de metal e as consequências que ele acarreta no som. Sabe-se que as Flautas de Ouro possuem um timbre “mais definido” enquanto as de Prata possuem o possuem “mais fluido e aberto”.

Uma flauta é um tubo aproximadamente cilíndrico dividido em três partes principais: Bocal ou Cabeça, Corpo e Pé.

  • O bocal possui um orifício com as bordas em formato adequado para que o instrumentista apoie comodamente o lábio inferior (porta-lábio). Numa extremidade, há uma peça móvel formada cortiça com um ressonador de metal, movendo-se, ajusta-se a afinação da flauta (geralmente as flautas vêm com um bastão indicando a distância correta do ressonador ao centro do orifício. Na outra extremidade, encaixa-se o corpo. O tamanho e forma do orifício pode alterar radicalmente todo o funcionamento e execução.
  • O corpo possui diversas perfurações e um sistema complexo de chaves, atualmente usa-se o sistema de Boehm, e outros mecanismos adicionais como rolamentos para o dedo mínimo na chave fundamental de Dó e o Mi Mecânico que auxilia a emissão desta nota em oitavas agudas, além de outros.
  • O pé é uma extensão do corpo, possuindo três ou quatro chaves. Termina geralmente na chave de Dó, mas há flautas que se estendem até o Si2.

CUIDADOS

  • Limpar sempre com flanela, por dentro e por fora, guardando-a sempre seca.
  • Ter cuidado com o bocal.
  • Ter leveza nos dedos ao acionar as chaves.
  • Guardar sempre a flauta no estojo e na bolsa.
  • Encaixar delicadamente as partes da Flauta.
  • Higienizar a boca e as mãos antes de tocar.
  • Tocar sempre com a postura correta.

PRINCIPAIS FLAUTISTAS

  • Altamiro Carrilho
  • Hermeto Pascoal
  • James Galway
  • Jean-Pierre Rampal
  • Patápio Silva
  • Pinxiguinha
  • Emanuel Pahud

DOWNLOADS

Gostou do instrumento e quer se aprofundar mais?

Seguem abaixo downloads para alguns métodos de ensino para flauta transversal. São métodos muito bons que com certeza te ajudarão a aprender um pouquinho mais sobre este instrumento tão lindo. Além disso, se você quer conhecer mais sobre a história da flauta, logo abaixo tem um artigo muito bom, explicando nos mínimos detalhes a história deste instrumento que possui timbre tão sereno.

Disco Virtual com Estudos Diversos para Flauta Transversal
Método Escuchar, ler y tocar (Em espanhol)
Método Suzuki
Método Aprende tocando la flauta travesera (Em espanhol)*
Artigo sobre História da Flauta

*Este é o método que utilizo em meus estudos.

VÍDEOS

Embocadura por James Galway (Legendado)

Apresentação da Flauta Transversal

Créditos: Wikipedia, YouTube, 4shared e Google ;)


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