Série Instrumentos de Orquestra: Violino
Categoria: Música, Série Instrumentos de Orquestra
Quando escrevi estava:
APDSJ Amados,
Hoje estou aqui para dar sequência à apresentação aos instrumentos de orquestra. E hoje vamos falar sobre o violino. Com certeza todos sabem o que é um violino e quão lindo é o seu som. Hoje vamos conhecer um pouco de sua história e detalhes.
Espero que gostem e se interessem pelos instrumentos eruditos. Lembrando que apesar de ser majoritariamente utilizado em orquestra, há bandas de rock que o utiliza usando distorções e etc. O filme Na trilha da fama, estrelado pela atriz Hillary Duff, mostra uma violinista mandando ver no violino elétrico. Eu, particularmente, acho lindo, mas o violino erudito é muito bom também.
Bom, sem mais falatório, e segue abaixo o objetivo do post!
INTRODUÇÃO
Instrumento de arco, com quatro cordas, o menor (e o de som mais agudo) dos membros da família do violino. A arte de fabricar violinos de primeira classe foi, por 200 anos, apanágio de três famílias de Cremona – os Amati, Guarnen e Stradivari (de que a latinização deu Stradivarius). Embora o violino propriamente dito tenha-se mantido inalterado por 400 anos (excetuando-se a utilização de cordas mais finas e de um cavalete mais alto no século XIX), a forma atual do arco só se consolidou no século XIX(1800). Originalmente convexo em relação ao violino, o arco é agora côncavo. O violino tem longa história na execução da música folclórica, que vem desde seus antecessores (como avielle).
ALGUNS DADOS HISTÓRICOS
O violino descende de antigos instrumentos orientais – o Nefer egípcio, o Ravanastron da India, o Rebab árabe, o R’Jenn Sien dos chineses e mesmo da antiga Lira dos gregos. Por volta do século X surgiram as primitivas violas: primeiro a Viéle de rota utilizada pelos peregrinos em Savoia; depois, progressivamente, a família das Violas que foram atravessando a Idade Média e a Renascença dando origem às Viole “da braccio” e as “da gamba”, conforme eram seguradas entre os braços e ombros ou entre os joelhos respectivamente. Mais tarde esses instrumentos foram adaptados às diversas necessidades de expressão e acústica, levando os fabricantes e os compositores a pesquisarem novas formas e modalidades de instrumentos. A partir da renascença, até o Século XVIII, a genialidade dos “luthiers”(fabricantes de alaúdes – luth – e por extensão aos demais instrumentos de corda) esteve intimamente associada à genialidade dos maiores compositores de suas épocas e às descobertas técnicas dos instrumentista na criação do violino, hoje considerado O Rei dos Instrumentos. A Viola d’Amore, por exemplo, foi utilizada por J.S.Bach na Paixão Segundo S. Mateus e o próprio Bach inventou a Viola Pomposa com 5 cordas para a qual compôs uma das 6 suites hoje executada no violoncelo. Gaspar Duiffopruggar, da Bavária, é considerado o primeiro fabricante de violinos, por volta de 1500, de acordo com a atual concepção que temos do instrumento. Em seguida surgiu, na Itália a Escola de Brescia, fundada por Girolamo Virchi(1548) e Pellegrino da Montichiari(1560). Ao mesmo tempo a construção de instrumentos de arco ia se transferindo para outra cidade italiana, Cremona, com a família Amati(1545), culminando no gênio de Antonio Stradivari(“Stradivarius” em latim) que viveu da última metade do Século XVII até os primeiros 40 anos do Século XVIII. Stradivarius e Guarnierius (Guarnieri del Gesú) legaram ao mundo os violinos mais perfeitos, tanto do ponto de vista acústico quanto no que se refere à beleza plástica. (formas, vernizes, decoração, etc.)
NAIPE NA ORQUESTRA
Logicamente, faz parte do naipe das cordas. Durante o século XVII, substituiu a viola soprano na música de câmara, e tornou-se o fundamento da orquestra. Na orquestra moderna, os violinos estão divididos em duas seções – primeiros e segundos violinos -, as quais se distinguem, em cena medida, pelo fato de os primeiros tocarem as partes mais agudas e os segundos, as mais graves. O repertório de música escrita para o violino é enorme, e cresceu ainda mais depois que Paganini revelou todas as suas possibilidades virtuosísticas. Inclui concertos de Bach, Vivaldi, Beethoven, Brahms, Tchaikovsky, Mendelssohn, Bruch, Berg e Paganini. Na orquestra, o líder do naipe de primeiros-violinos é chamado de spalla. Depois do maestro, ele é o comandante da orquestra. O spalla fica à esquerda do maestro, logo na primeira estante do naipe dos primeiros-violinos.
EXTENSÃO MUSICAL
A extensão do violino é do Sol2 (mais grave e a última corda solta), ao Sol6 (3 notas antes da mais aguda que se pode ouvir). Tem uma extensão de quatro oitavas, e suas cordas são afinadas em intervalos de quinta, sendo a mais grave afinada pelo sol abaixo do dó central (isto é, sol-ré-lá-mi).
PRINCIPAIS RECURSOS/TÉCNICAS
Pizzicato (beliscado): Os violinistas nem sempre usam o arco quando tocam. O pizzicato consiste em tocar as cordas com os dedos, dando pequenos puxões ou beliscadas. Raramente o pizzicato se estende pela melodia inteira, e quando se lê na partitura a palavra arco os executantes interrompem o pizzicato e voltam a usar o arco.
Vibrato (vibrado): Uma das importantes técnicas de instrumentos de cordas. Existem 3 tipos de vibrato: o de dedo, o de punho e o de braço. Consiste em fazer o som vibrar, formando uma flutuação mínima na afinação da nota, para cima e para baixo. O vibrato de dedo é para passagens mais rápidas. O de punho é o mais comum, e o de braço é para expressar com certa força, paixão, drama um trecho. É usado sobretudo em notas longas.
Corda dupla: Significa tocar, ao mesmo tempo, em duas, três cordas ou até mesmo quatro cordas, e consequentemente duas, três ou quatro notas (sob a forma de acordes), de uma só vez. É possível tocar três ou quatro cordas simultaneamente, sob a forma de acordes, porém pode-se sustentar apenas duas adjacentes.
Harmónico ou Flautado: Notas suaves produzidas pelo toque muito leve com a polpa dos dedos em pontos estratégicos sobre a corda. Assemelham-se às notas da flauta e são usadas com mais frequência na música moderna.
Glissando (deslizando): O violinista escorrega o dedo sobre a corda, tocando todas as notas dentro do intervalo tocado, o que permite que todos os sons interpostos sejam ouvidos. Os glissandi aparecem quase exclusivamente nas músicas do século XX.
Sul ponticello (sobre o cavalete): Indica que o violinista deve passar o arco próximo ao cavalete, o que origina um som de timbre brilhante e estridente.
Sul tasto (sobre o espelho): Indica que o violinista deve tanger o arco próximo ao espelho, o que origina um timbre velado e mais suave.
FABRICAÇÃO (MATERIAIS)
Como outros instrumentos de cordas, os violinos são construídos por luthiers. A luthieria ou liuteria é uma profissão artística que engloba a produção artesanal de instrumentos musicais de corda com caixa de ressonância. Tais palavras tiveram origem da construção do alaúde, que em italiano se chama liuto; portanto, liutaio significa aquele que faz alaúdes.
Tradicionalmente são instrumentos puramente acústicos, cujo som é amplificado naturalmente pela caixa de ressonância de madeira. No entanto, existem instrumentos amplificados eletronicamente, através de captadores ou microfones. Assim como as guitarras eléctricas, os violinos electrificados não necessitam de caixa de ressonância. Alguns possuem corpo maciço e outros nem possuem corpo, mas apenas molduras para a sustentação das cordas.
CUIDADOS
- Mantenha o violino afastado do Sol, pois o calor pode fazer a madeira rachar ou descolar.
- Passar regularmente uma flanela no violino, pois a poeira além de desgastar o violino, diminui o tempo de duração das cordas.
- Limpar as mãos antes de manusear o violino
- Passar sempre que necessário a resina nas cerdas do arco, se tocar.
- Afrouxar as cerdas do arco antes de guardar o instrumento, recorrendo ao parafuso-sem-fim. Este ponto é de grande importância dado que a vara do arco (parte da madeira) tem uma curvatura ideal para produzir o som, quando a tensão das cerdas se mantém exagerada por longos períodos de tempo, esta curvatura tende a desaparecer e o arco fica então inutilizado.
PRINCIPAIS VIOLINISTAS
- Jascha Heifetz (1901 – 1987) – nasceu em Vilnius, capital da Lituânia em 02 de fevereiro de 1901. É considerado por muitos o melhor violinista do século XX.
Sobre: http://www.classicalnotes.net/columns/heifetz.html
- David Fjodorowitsch Oistrach (1908 – 1974) – nasceu em Odessa, na Ucrânia. Considerado um dos maiores violinistas do século XX.
Sobre: http://www.andromeda.at/mus/oist/bio_e.html
- Fritz Kreisler (1875 – 1962) – nascido em Viena, violinista e compositor, foi um dos mais famosos de seu tempo.
Sobre: http://en.wikipedia.org/wiki/Fritz_Kreisler
- Itzhak Perlman – nascido em Tel Aviv, Israel, em 1945. É considerado um dos melhores violinistas de sua geração. Domina uma impressionante técnica musical.
Sobre: http://www.geocities.com/BourbonStreet/2571/perlman.html
- Leonid Borisovitch Kogan (1924-1982) http://www.users.globalnet.co.uk/~leonid/kogan_tribute.htm
DOWNLOADS
Gostou do instrumento e quer se aprofundar mais?
Seguem abaixo downloads de alguns arquivos que auxiliarão no aprendizado deste instrumento tão lindo.
Método para violino – Schmoll
Digitação no violino
Métodos para violino
Método de Violino – Corrette
Estudo de arco para violino
VÍDEOS
O violino através do tempo
O encanto dos violinos Stradivarius – Jornal da Globo
Meu instrumento: Violino – Trama/Radiola
Fera no violino
Créditos: Wikipedia, ViolinoBrasil, CSR.com, Atelier LaBussiere, YouTube, 4shared e Google ;)
Popularidade: 16% [?]
Como a voz é produzida?
Pessoal, estou de volta com mais um assunto super interessante. Vamos falar do assunto “Como a voz é produzida”. É bastante proveitoso saber como funciona nosso aparelho fonador, porque vai nos ajudar a usar melhor a voz.
Bom, o processo da emissão da voz é relativamente simples, mas é importante a gente entender que para produzirmos a voz temos que usar alguns órgãos emprestados de outros sistemas do nosso corpo como o sistema respiratório e sistema digestivo. No topo da traqueia encontramos um conjunto de cartilagens, formando assim o corpo da “laringe”, e encontramos também duas pregas de musculatura que fazem o processo de abre-e-fecha e vibram quando ocorre o fechamento. Simplificando, o processo é assim: respiramos, esse ar vai pros pulmões; quando ele volta encontra as pregas vocais fechadas; quando o ar passa ocorre a vibração e então o som é produzido, ou seja, falamos!
Então o som é gerado na laringe (nas nossas cordas vocais), mas, para de fato falarmos, esse ar é transformado dentro das nossas caixas de ressonância que é a nossa boca,
Pessoal, ainda tem o movimento da língua ou dos lábios; dependendo do som ou da palavra ocorre a mudança de silaba, de forma que se usar os lábios emite-se um som, e caso se use a língua emitirá um som diferente. Deu pra entender? Vamos dar um exemplo.
Fale PA, PA, PA. Com os lábios eu vou formar um PA, mas se feito com a língua na ponta dos dentes eu vou ouvir TA TA TA, ou seja, muda a silaba e nesse conjunto de silabas forma-se então as palavras.
Vamos revisar! Dependemos da respiração. O ar que foi para o pulmão na volta vai encontrar as pregas, sendo transformado em som. Com essa transformação as palavras são emitidas, pelo movimento correto da língua, bochecha, dos lábios, dos dentes. Quanta coisa, não é? Pois então, envolve uma série de órgãos e de estruturas. Tudo tem que estar bem estruturado e funcionando de uma maneira harmoniosa. Quando isso não acontece podem ocorrer distúrbios como não falar muito bem ou o som ser emitido meio esquisito ou distorcido. Muitas vezes pode ocorrer algum problema no trajeto, algum ponto pode não estar funcionando muito bem, então é necessário um ajuste. Claro, procure um apoio de um fonoaudiólogo.

Hoje você aprendeu então como é que falamos. É muito bacana saber disso, porque vai nos auxiliar a termos um bom uso da nossa voz. Veja abaixo um vídeo que mostra as pregas vocais:
E quero dar uma dica: a hidratação é o fator de maior importância para o bom desempenho vocal. Suas bordas e pregas vocais não conseguem um bom desempenho se não estiverem hidratadas, lubrificadas. O primeiro sintoma é o ressecamento dessa musculatura e o aparecimento do “pigarro” (congestão da mucosa laríngea). A prevenção é muito simples e barata: de dois a três litros de água por dia. Não podem ser aceitas as justificativas das pessoas que dizem não sentir necessidade de água. A ingestão constante de água deve ser UMA OBRIGAÇÃO, principalmente quando o profissional da voz estiver trabalhando (a garrafa de água tem que estar junto dele por todo o tempo).
O teste que pode ser realizado para averiguar o nível de hidratação do organismo é mais barato ainda! Trata-se de um autoexame que consiste em observar a coloração de sua urina: caso ela se apresente amarelada (turva) é hora de beber muita água até que, em futuras observações, a urina apresente-se translúcida, bem clara. A partir daí, faça dessa observação um hábito, a fim de que o quadro não volte a se repetir.
C’est fini
Galera, quero falar um pouco sobre o gelo. A temperatura orgânica varia de 36ºC a 36,5ºC, logo o gelo é, em todas as formas em que se apresente, prejudicial para o organismo e, extensivamente, para a garganta, mormente quando em atividade vocal. Esteja alerta! Não deixe de se policiar!
Então é isso. Mas semana que vem tem mais. Tchau!
Popularidade: 5% [?]



