Série Instrumentos de Orquestra: Violoncello
Categoria: Série Instrumentos de Orquestra
Quando escrevi estava:
APDSJ Amados,
Estou aqui novamente depois de algum tempo sem postar. Já estava ansioso por mais essa dose semanal de conhecimento musical, e a saudade de escrever estava apertando já rsrsr
Recebi alguns pedidos por e-mail, e o conteúdo abaixo já é a resposta de um desses e-mails. Solicitaram que fosse falado sobre o Violoncello, e aqui está o post.
Aproveito para informar que em breve chegaremos nos instrumentos de sopro, e vocês não perdem por esperar!
Se deliciem no conteúdo abaixo! Aprender sobre um instrumento é algo glorioso na Obra do Senhor, e além disso, conhecimento nunca é demais!
Então, eu fico por aqui e deixo a matéria para vocês se deliciarem. Aguardo o comentário de vocês para podermos discutir mais sobre os diversos instrumentos, heim! E que tal deixar a sua sugestão por aqui tambem? Aproveite o espaço e fale mesmo! rsrs
Abraços e shalom!
Ramon
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INTRODUÇÃO
O violoncelo é também muito conhecido pelo nome de cello, que constitui o diminutivo do termo em italiano. Ele é obviamente grande demais para ser colocado sob o queixo como o violino ou a viola. Por isso o violoncelo é sustentado, e levemente apertado, pelas partes internas dos joelhos do executante, apoiando-se no solo por um espigão regulável de metal.
As quatro cordas do violoncelo são afinadas em quintas, uma oitava abaixo da viola.
O violoncelo tem a maior extensão dinâmica de todos os instrumentos de cordas, tanto no piano quanto no forte; sua extensão em altura é também bastante ampla, cobrindo quase quatro oitavas. As notas mais graves são escritas na clave de fá e as mais agudas, na clave de dó na quarta linha (clave de tenor) e até na clave de sol.
O fato de possuir cordas mais longas e grossas, e de ser maior que o violino e a viola, confere ao violoncelo um som cheio e penetrante; seu timbre é gloriosamente intenso e rico.
Apesar do seu tamanho, o violoncelo pode ser bastante ágil, quando executa melodias rápidas e rítmicas.
ALGUNS DADOS HISTÓRICOS
Provavelmente o violoncelo é o membro mais recente da família do violino a ser aperfeiçoado na sua forma e proporção.Instrumentos tocados com arco aparecem nas pinturas européias desde o ano 900. Estes instrumentos podem ser divididos em quatro categorias: a rabeca, um ancestral do violino das épocas renascentista e medieval, a lira da braccio e a viela. Com exceção do último, os outros são considerados como ancestrais do violino e da viola modernos.Na categoria das vielas, teve-se a idéia da construção destes instrumentos em diversos tamanhos, originando a família das violas.
Os instrumentos maiores eram tocados apoiados entre as pernas dos executantes, daí a viola da gamba. (gamba= perna) O violoncelo não evoluiu da viola da gamba como antigamente se pensava, mas sim dessa mesma idéia de se construir instrumentos em famílias, porém aplicada ao violino.
O nome “violoncello” só foi adotado universalmente no final do século XVII. Por volta desta data o instrumento era conhecido por “violoncino”, “violone”, “bas de violon” / “basse de violin”, “bass violin”. Um violoncelo de três cordas pode ser observado entre outros instrumentos numa pintura na cúpula da catedral de Saronno, obra de Gaudenzio Ferrari (1535).O instrumento mais antigo que sobrevive até hoje foi obra de Andrea Amati (1572), sendo parte de uma encomenda de vários instrumentos para Charles IX, rei da França (1560-1574).O desenvolvimento do violoncelo foi no início inibido pela predileção naquela época pelas violas da gamba como instrumentos graves em conjuntos de instrumentos de corda. O violino era um instrumento usado principalmente por músicos de rua, a família das violas era por sua vez mais utilizada na corte. Pode-se observar também que o violoncelo aparece na arte (pinturas) holandesa e flamenga nas mãos de músicos de rua ou em tavernas, enquanto cenas na corte notam-se instrumentistas tocando violas.
O violoncelo nos seus primórdios era construído em várias medidas e também afinado de maneiras diversas. Foi Stradivari quem revisou o modelo em voga, criando um tamanho padrão chamado “padrão B”.Isto foi um de seus maiores feitos, que deixou inestimável legado para os violoncelistas modernos. Estabelecendo medidas baseadas na sua experiência e observação, ele conseguiu um equilíbrio maior entre os registros médio e agudo, além de uma melhor projeção do som.Inicialmente as cordas eram feitas de tripa. A introdução mais tarde do uso do metal envolvendo a tripa possibilitou maior agilidade no registro grave do instrumento.Pinturas do século XVII mostram o violoncelo sendo tocado de três maneiras: apoiado no chão, entre as barrigas-da-perna do executante; sobre uma pequena banqueta, o executante ainda sentado; e pendurado no ombro do executante através de uma alça que passava por um furo no instrumento feito para essa finalidade e tocado de pé.
Pequenas alterações (melhoramentos) no padrão B têm sido feitas até o presente. O braço tem sido gradualmente diminuído em espessura para facilitar ao executante tocar nas posições mais altas. O espelho do instrumento é hoje feito de ébano, madeira escura e extremamente resistente, para resistir melhor ao uso de cordas de aço. A barra harmônica aumentou em comprimento e espessura, dando maior ressonância para as cordas graves. O cavalete ficou mais leve, aumentando o volume.No entanto o maior desenvolvimento foi, sem dúvida, a invenção do espigão por Adrien Servais (1845). Isto possibilitou uma maior estabilidade nas mudanças de posição e também ofereceu maior liberdade para a mão esquerda. Hoje em dia também é usado o espigão curvo, que deixa o instrumento quase que inteiramente na posição horizontal, permitindo uma maior utilização do peso do arco do que quando o instrumento é mantido inclinado.
NAIPE NA ORQUESTRA
Obviamente, o cello faz parte do naipe de cordas, e são usados entre 8 a 12 cellos, dependendo do tipo e tamanho da orquestra.
EXTENSÃO MUSICAL
A tessitura (alcance) do cello é de quase 4 oitavas, cobrindo todos os registros da voz humana masculina (baixo-barítono-tenor- contratenor) e boa parte da feminina (contralto-mezzosoprano-soprano). Vai desde o Dó-2 do piano (64Hz) até pouco além do Dó-6 (1024Hz), conforme o instrumento. Sua gama grave é semelhante à do fagote.
As 4 cordas são nomeadas a partir da mais aguda. O primeira corda é a corda LÁ, a segunda RÉ, a terceira SOL e a quarta DÓ (a mais grave).
AFINAÇÃO DO CELLO
A afinação das cordas é em quintas. Para afiná-lo é recomendável fazê-lo por um piano, um óboe, um diapasão ou por um instrumento eletrônico preciso (chromatic tuner), tendo o cuidado de apertar bem as cravelhas contra os orifícios de forma a evitar que deslize repentinamente (isso é mais susceptível de acontecer nos dias frios, com a contração do material). Uma afinação mais fina pode ser obtida pelos afinadores finos localizados no estandarte (nem todos os cellos possuem esses afinadores, que são altamente recomendáveis).
Primeiro afine a corda A (Lá). Se você é principiante afine as demais pelas notas correspondentes do piano. Após ganhar prática você será capaz de afinar as outras cordas, de ouvido, sem o auxílio do piano, baseando-se na corda Lá e regredindo em intervalos de quintas. Com mais prática você será capaz também de recorrer aos harmônicos para melhor assegurar a afinação.
Enquanto o cello é afinado em Lá-Ré-Sol-Dó (descendente a partir de Lá-3 do piano – Lá 220 Hz), a viola é afinada também em Lá-Ré-Sol-Dó, só que uma oitava acima (portanto, a partir de Lá-4 do piano). O violino em Mi-Lá-Ré-Sol (descendente a partir de Mi-4) e o contrabaixo é afinado em Sol-Ré-Lá-Mi (descendente a partir de Sol-2).
A escrita para o cello se faz usualmente na clave de Fá.
PRINCIPAIS RECURSOS/TÉCNICAS
Se aplicam aqui as mesmas técnicas utilizadas na execução do Violino, que inclusive já falamos em um post anterior, podendo ser visto aqui.
FABRICAÇÃO (MATERIAIS)
Um violoncelo é composto de aproximadamente 70 partes diferentes e tem um corpo de 75-76 cm. de comprimento.
A qualidade da madeira é extremamente importante, pois dela resultará num instrumento de qualidade e som superiores. A seleção da madeira é feita dando-se preferência àquela que tiver um desenho de anéis de crescimento estreito e regular. A espessura ideal da madeira (tampo e fundo) deve ser a menor possível, desde que não haja perda de resistência.
Tampo – O tampo superior é esculpido, resultando em um formato arqueado, quase sempre feito em duas partes coladas, de madeira macia e leve como pinho escocês, abeto norueguês, araucária, com espessura média de 4,5 mm. dependendo da densidade e do peso da madeira escolhida.
Fundo – O fundo (costas) do violoncelo é feito de madeira mais dura. O fundo pode ser desenhado ou totalmente liso; é feito em uma só peça ou, mais freqüentemente, de duas partes iguais, coladas. Assim como o tampo, ele é abaulado e sua espessura varia, sendo mais espesso ao centro. A espessura ideal vai depender das propriedades físicas da madeira. Alguns lutaios chegam a ela “afinando” o tampo e o fundo através de batidas na madeira com os nós dos dedos e ouvindo o som resultante. Quanto mais grossa a madeira, mais agudo o som produzido. É importante que o tampo e o fundo produzam sons com intervalo de pelo menos meio tom, de forma a assegurar um equilíbrio na resposta harmônica do instrumento.
A madeira usada no fundo é mais resistente e, apesar do corte ser exatamente igual ao do tampo, o desenho se mostra totalmente diferente, sendo ligeiramente ondulado e apresentando veios dispostos no sentido horizontal; o resultado final desse desenho proporciona ao instrumento um excelente efeito estético, mas não influi significativamente na escolha da madeira. O fundo do cello age mais como refletor do som, ao contrário do tampo, onde se iniciam as vibrações da caixa acústica. Se a cunha retirada da tora não possuir largura suficiente para um fundo inteiro o lutaio pode optar por fazê-lo em duas partes. Cola-se as duas partes da cunha pela área mais grossa e portanto com os anéis de crescimento da árvore mais externos e novos.
Os “efes” – Os recortes em forma de f são cortados depois de cuidadoso estudo para encontrar a posição ideal, sendo simétricos em relação à linha média que divide o tampo em duas partes iguais. Os pequenos entalhes encontrados ao lado dos efes foram feitos para mostrar a posição do cavalete em cima do tampo.
O filete geralmente consiste de três lâminas finas de madeira encrostadas, bem próximas das bordas, tanto no fundo quanto no tampo, que enfatizam a beleza do formato do violoncelo, servindo também como proteção contra qualquer dano feito às bordas do instrumento. Normalmente as duas lâminas externas são feitas de madeira tingida, e a central em madeira clara.
Ainda hoje é usada uma cola do tipo gelatinosa, de origem animal e aquecida em água. Esta cola tem várias vantagens sobre as colas sintéticas que, hoje em dia, são facilmente encontradas. É essencial que ela seja solúvel em água e flexível para acompanhar a expansão e contração do instrumento durante as mudanças climáticas. Ela também permite que o cello possa ser aberto com facilidade se necessário. O uso de uma cola rígida pode provocar danos severos ao instrumento.
As faixas (laterais) são feitas em seis partes, com espessura aproximada de 2 mm, e cortadas da mesma madeira usada para o fundo. Isso faz com que os desenhos sejam semelhantes e que, talvez mais importantemente, as faixas e o fundo apresentam o mesmo índice de dilatação e contração, evitando assim rachaduras. Depois de cortadas, as faixas são moldadas sobre ferro quente para se obter a curvatura desejada, processo esse que exige grande cuidado para que a madeira não queime, nem seja danificada.
O interior do violoncelo contém muitas partes que não são visíveis e são extremamente importantes. As contrafaixas são formadas por 12 partes de pequenas tiras feitas de madeiras leves, como às do tampo, coladas nas beiradas das faixas para que, quando elas forem coladas ao tampo e ao fundo, haja uma área maior de contato. Ao mesmo tempo, seis blocos da mesma madeira são colocados, um em cada canto do instrumento, com as contrafaixas incrustadas para evitar deslocamento, um na parte superior, onde é encaixado e colado o braço do instrumento, e o último na parte inferior, com um orifício perfurado onde se encaixará o espigão.
A barra harmônica é colada no interior do tampo, passando debaixo do pé esquerdo do cavalete, do lado das cordas mais graves, e seu comprimento é de cerca de 6/8 do comprimento do tampo. Sua espessura média é de 12 mm. e sua altura no centro é de aprox. 25 mm. e 5 mm. nas extremidades. Estruturalmente, serve para reforçar o tampo devido à enorme pressão sofrida pelo instrumento na área ocupada pelo cavalete e por isso é mais alta nessa região.
A alma é uma peça de madeira cilíndrica que se encaixa (sem ser colada) entre o tampo e o fundo, cortada de modo a combinar exatamente com as suas superfícies internas, não devendo ser muito comprida, forçando o tampo, nem muito curta, caindo quando as cordas estiverem soltas. Os veios da alma devem ser perpendiculares aos do tampo para evitar danos ao mesmo. Sua grossura é normalmente de 10 a 12 mm., e deve permitir que passe através do efe direito, pois ela é apenas colocada (um pouco abaixo do pé direito do cavalete, eqüidistante da barra harmônica) depois do instrumento pronto, com o uso de uma ferramenta especial.
A barra harmônica e a alma são feitas de abeto ou pinho (a mesma madeira do tampo) e têm dupla função – acústica e estrutural.
O braço, assim como a voluta, são esculpidos de madeira maciça do mesmo tipo à do fundo e faixas, tendo aprox. 2/3 do comprimento do tampo, com a distância aproximada de 28,5 cm. da pestana até o corpo do violoncelo.
A voluta abriga a caixa de cravelhas e termina esteticamente o violoncelo. É a assinatura do lutaio, pois seu entalhe é sempre muito pessoal. A caixa de cravelhas contém as 4 cravelhas onde serão presas as cordas. Entre o braço e o entalhe são perfurados, lateralmente, 4 orifícios e depois o lutaio escavará um vão, em sentido vertical, então formando a caixa.
O acabamento é em verniz, que é feito em vários matizes de marrom, vermelho, laranja ou amarelo e que tanto pode ser à base de óleo (como usavam os antigos lutaios italianos), quanto à base de álcool (mais comum atualmente, por ter a propriedade de secar em menos tempo). No entanto, este último é mais quebradiço e menos flexível que o primeiro. 0 verniz italiano dos séculos XVII e XVIII sempre foi louvado, principalmente por sua beleza, transparência e brilho, aliados à maravilhosa profundidade da cor. A aplicação do verniz é precedida do lixamento da madeira com pedra-pomes e a aplicação de uma base feita de uma substância que teve sucesso na preservação de grandes instrumentos, mesmo quando o verniz já havia desaparecido. Esse processo resulta num acabamento forte e flexível, que protege o instrumento por muitos e muitos anos, além de permitir que vibre livremente, o que é de suma importância. Ainda hoje o procedimento é praticamente igual, mesmo quando o lutaio prefere usar um verniz à base de álcool. Um bom verniz não melhora um mau instrumento mas, certamente, um mau verniz pode arruinar um bom violoncelo.
As cravelhas são encaixadas cuidadosamente nos quatro orifícios anteriormente perfurados na voluta (caixa de cravelhas) e servem para prender as cordas e afiná-las. O espelho é colado no braço do violoncelo e sobre sua superfície o instrumentista pressionará as cordas. Ele geralmente tem 60,5 cm. de comprimento e tem um perfil curvo para que as cordas possam ser tocadas individualmente. O estandarte tem a finalidade de servir de suporte às cordas. É preso por uma peça resistente de tripa ou plástico, passando por cima da pestana (que a mantém isolada do tampo), e dá a volta em torno da base do espigão.
Dependendo do tipo de corda, usam-se até quatro afinadores finos, feitos de metal, que são colocados no estandarte e, nesse caso, seguram as extremidades das cordas. O estandarte pode ser trocado por outro de metal, plástico ou ainda de madeira, que já contenha os afinadores embutidos. Também são usados eliminadores de tons-uivados, que são colocados na corda, entre o estandarte e a fixação.
As cravelhas, o espelho, as duas pestanas e o estandarte geralmente são feitos de madeira muito dura e densa; o ébano é a madeira mais usada. Entretanto, as cravelhas e o estandarte podem ser feitos, entre outras, de pau-rosa, jacarandá-da-Bahia ou buxo, madeiras de coloração avermelhada ou amarelada.
O cavalete é feito de bordo e seus dois pés são apoiados na parte central do tampo, entre os effes. Sua curvatura, na parte superior, acompanha a do espelho e permite que cada corda possa ser tocada separadamente, ou duas a duas. Antigamente sua curvatura era menor, sempre acompanhando a do espelho e se podia tocar até três cordas de uma só vez. O cavalete é seguro apenas pela pressão exercida pelas cordas e tem a finalidade de transmitir as vibrações das cordas ao tampo.
As cordas são em número de 4 e têm o comprimento de aprox. 69 cm. da pestana até o cavalete. Antigamente elas eram feitas apenas de tripa, mas esse hábito mudou com a era tecnológica, e também por causa das mudanças de afinação desde então. Atualmente a afinação é mais alta do que na época de Haydn, quando o lá1 tinha 422 Hertz, com o lá1 atualmente variando de 440 a 444 Hertz (ciclos por segundo) em algumas orquestras. Em nossos dias, encontramos, entre outras, cordas feitas de tripa, perlon ou metal, enroladas em alumínio, aço, prata, etc. Se forem escolhidas cordas com o interior de tripa ou perlon (para as cordas mais graves), não há necessidade de afinadores, porém, se forem usadas cordas de metal, eles se fazem indispensáveis para facilitar a afinação. A maioria dos violoncelistas atuais dão preferência a estas últimas, pois seguram melhor a afinação e têm sonoridade mais potente.
O espigão – Inicialmente o corpo do violoncelo era apoiado no chão e posteriormente era tocado como a viola da gamba, isto é, seguro pelos joelhos do artista que o apoiava nas panturrilhas. Os primeiros espigões surgiram no século XIX e eram feitos de madeira, sempre destacáveis; atualmente são de metal (destacáveis ou entrando no corpo do violoncelo), podendo ser retos (com o comprimento de até 50 cm.) ou com angulação. O espigão proporciona maior conforto ao artista, apoiando o violoncelo no chão.
CUIDADOS
Se aplicam aqui os mesmos cuidados do Violino, que inclusive já falamos em um post anterior, podendo ser visto aqui.
PRINCIPAIS VIOLONCELISTAS
- Pablo Casals (1876-1973)
- Jacqueline Du Pré (1945-1987)
- Maurice Gendron (1920-19xx)
- Gregor Piatigorsky (1903-1976)
- Antonio Janigro (1918-1989)
DOWNLOADS
Gostou do instrumento e quer se aprofundar mais?
Seguem abaixo downloads de alguns arquivos que auxiliarão no aprendizado deste instrumento tão lindo.
Método para Violoncello Nelson Gama Volume 1
Método para Violoncello Nelson Gama Volume 2
Método Kumer para Violoncello
Método Gruetzmacher par Violoncello
Livro de Exercícios para Violoncello
Método Suzuki para Violoncello – Volume 1
Método Suzuki para Violoncello – Volume 2
Método Suzuki para Violoncello – Volume 3
Método Suzuki para Violoncello – Volume 4
VÍDEOS
Meu Instrumento – Violoncelo – Trama/Radiola
Final Countdown cello and orchestra
1 cello, 4 players
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A Respiração
Categoria: Geral
Quando escrevi estava:
Olá, pessoal! No último post falamos sobre nossa voz e como ela é produzida. Espero que tenham gostado! Dando continuidade ao nosso estudo vamos falar um pouco sobre técnica vocal evidenciando um assunto muito importante: a respiração.
Ela é fundamental na técnica vocal, pois é o ar de sua expiração que fará com que suas cordas vocais trabalhem perfeitamente.
Para compreender precisamos de algumas informações fisiológicas. Nossas cordas vocais são duas fibras musculares, formando um “V”, que ao comando cerebral de fala terão adução produzida por sua vibração, resultando na voz. Sem vibração e adução resultam no silêncio. Essa adução e vibração serão feitas pela pressão de ar que passará pelas cordas vocais no momento da expiração.
Possuímos três tipos de respiração: Peitoral, Intercostal e Diafragmática. Para cantoresapenas as duas últimas são usuais, pois a Peitoral possui uma rápida resposta de oxigenação / inspiração e pouco trabalho de expiração, sendo muito usada no esporte. Trabalharemos primeiro a diafragmática, em outra oportunidade vamos falar sobre a intercostal.
Respiração Diafragmática
Diafragma – É o músculo que comanda o movimento de respiração. Sua forma é abaloada e fica situado abaixo e entre os pulmões. Ele se contrai quando inspiramos permitindo que os pulmões inflem, captando o oxigênio pelas vias nasais. Quando o diafragma volta à sua posição inicial – descontraído, relaxado – torna-se abaloado novamente, contraindo os pulmões e produzindo a expiração.
Para comandar nossa respiração precisamos controlar a velocidade com que o músculo se dilata.
Por ser um órgão interno, utilizamos o comando abdominal. Então, vamos lá!
I – Inspirar lentamente pelo nariz direcionando o ar para a região do baixo-abdômen (abaixo do estômago) sem permitir a elevação peitoral, e expirar lentamente como se soprasse um canudo, relaxado, mantendo o abdômen para frente. Executar por 3 vezes .
OBS: Daqui em diante, enquanto expirar, mantenha seu abdômen na frente, mas respeite seu organismo contraindo-o quando sentir necessidade.
II – Inspire lentamente e solte seu ar por 5 tempos em “sss-sorriso” , como um “pneu esvaziando” ,executando este exercício com o som retilíneo e uniforme .
III- Faça o processo anterior modificando os tempos de expiração. Ex: Inspiração - Expiração
Esse exercício é para trabalharmos o comando de expiração e apoio diafragmático. O apoio está em manter o abdômen para frente, gerando uma leve pressão na musculatura baixo-abdominal.
Vamos então praticar um pouco. Iniciaremos uma série de aulas de técnica vocal começando pela respiração, e agora vamos falar sobre aquecimento. Sempre que for ensaiar ou cantar algo dedique apenas 2 minutos antes de seu ensaio. Separei estas duas vocalizes bem simples e gostaria de fazer algumas observações antes.
- Certifique-se de que você está com o corpo preparado para cantar. Faça os relaxamentos de praxe antes do exercício.
- Não faça a vocalize sem uma referência melódica. O resultado é muito mais seguro e eficaz se o exercício for feito com a prática da percepção auditiva. Por esta razão, se você não tem um instrumento para tocar o exercício enquanto o faz, colocamos os áudios à disposição.
- Vamos usar a impostação da voz quando fizermos as vocalizes, ok? Quem não souber a técnica da impostação não se preocupe e faça sem, pois em breve falarei sobre essa técnica.
- Para estes exercícios mantenha um espaço bem aberto na parte de trás da língua (imagine um bocejo. Imaginou? Fez a expressão? Então é isso ai!) E lembre-se: nunca coloque força ao fazer os exercícios.
C’est fini
Então é isso. Mas semana que vem tem mais. Tchau!
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