O som

30 agosto 2010 por Jailson Moura · 2 Comentários
Categoria: Música 
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Olá, pessoal! Tudo bem? Como estão os estudos de técnica vocal? Recebi alguns e-mails com comentários, isso mostra que estão gostando e quero aproveitar pra agradecer todo carinho dispensado ao nosso blog.  No último post falamos sobre respiração. Espero que tenham gostado! Breve vamos falar mais sobre técnica. Dando continuidade ao nosso estudo vamos falar um pouco de uma curiosidade o SOM. Já falamos de algo parecido, a voz, mas antes quero avisar a todos que podem ficar a vontade pra mandar suas dúvidas por e-mail, pois irei responder todas com maior prazer. Mande pra: jailsonmoura@praisier.com.


Então, pessoal, todo som se origina de uma vibração, de uma coluna de ar, de uma lâmina, de uma corda esticada, do próprio corpo. O número de vibrações de uma fonte sonora por minuto é denominado freqüência, e a medida utilizada para ela é chamada decibel. A nota mais grave de um piano tem freqüência 30, a mais aguda, 4000. Os sons chamados musicais são os que possuem freqüência de vibração definida. Eles formam um desenho de ondas regulares e constantes, o som musical, diferente do som de um motor ou de um fenômeno natural como o quebrar das ondas do mar. Estes produzem um feixe irregular de ondas sonoras, que identificamos como ruído. O som produzido por tambores e outros instrumentos de percussão podem ser considerados em certa instância como ruída, mas dentro de um timbre esperado, contido e repetido. Os sons musicais são caracterizados por quatro propriedades, que são: altura, duração, intensidade e timbre. A altura consiste em seu grau de elevação, do grave (grosso, baixo) ao agudo (fino, alto), variando de acordo com a quantidade de vibrações por segundo. As faixas de vibração são chamadas região grave, média ou aguda ou registros. Quanto maior o corpo do instrumento, mais grave tende a ser a sua região (compare o tamanho de uma tuba com um trompete, de um contrabaixo com o violino). De acordo com a região, nós classificamos as vozes humanas e modelos dos instrumentos em soprano, contralto, tenor e baixo. A distância entre a nota mais grave e a mais aguda de uma voz ou instrumento, nós chamamos extensão. Calma, vou explicar o que é extensão rsrs (então, é o conjunto de notas que um cantor consegue cantar independente da articulação ok?). Então vamos lá! A duração é o tempo durante o qual o som se prolonga, gerando a diferença entre sons curtos e longos. A voz humana e os violões são exemplos de duração limitada. Em um órgão, ao contrário, uma nota pode ter uma duração ilimitada. A intensidade consiste em seu grau de força (forte – fraco, onde o que chamamos som “alto” deveria ser “som intenso”). Enquanto a altura depende da quantidade de vibrações, a intensidade depende da força das vibrações, chamada amplitude sonora. O timbre é o caráter próprio de cada som, que permite distingui-lo quando produzido pelos diversos instrumentos ou vozes. O timbre depende da quantidade de harmônicos que vem junto à nota principal; é o que particulariza e diferencia as vozes de cantores populares e de jazz e das pessoas em geral, variando com a origem do indivíduo, idade, classe social e até se ele bebe ou fuma. Ou seja: quando ouvimos uma nota musical, escutamos o feixe sonoro formado pela nota principal, seus harmônicos naturais (8a, 5a, 3a, etc) e os harmônicos artificiais, a “sujeira”. As diferentes fontes sonoras conseguidas pelo homem originaram as famílias de instrumento que conhecemos: os chamados idiófonos (chocalhos, claves cubanas), os membranofones (tambores em geral), os aerófonos (instrumentos de sopro em geral) e, finalmente, os cordofones (a família dos violões).

*Obs: Algumas informações foram consultadas em diversos livros de teoria da música.

C’est fini

Ainda essa semana terá nosso artigo sobre técnica vocal aguardem!

Então é isso. Mas semana que vem tem mais. Tchau!


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A língua erudita – Isaías 50:4

28 agosto 2010 por Ramon Fávero · Deixar um Comentário
Categoria: Estudos 
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Olá, meus queridos irmãos.

Aqui estou eu novamente!  Graças a Deus estou bem, e hoje venho trazer um estudo para vocês.

Há algum tempo o Senhor me deu este versículo que achei muito glorioso, e daí me veio a vontade de “destrinchá-lo” em revelação.

Com certeza há muito mais coisas para serem faladas e reveladas pelo Senhor, e abro espaço para o compartilhamento de novas revelações sobre essa palavra.

Segue abaixo breve esboço dessa palavra tão gloriosa que o Senhor me deu.

TEXTO BASE: Isaías 50:4
O Senhor Deus me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, me desperta o ouvido para que ouça como aqueles que aprendem. (Isaías 50.4)


O Senhor Deus me deu: essa parte nos mostra a soberania de Deus, pois é Ele que, segundo sua vontade e misericórdia, nos dá qualquer coisa. Deus poderia hesitar e pensar duas vezes antes de nos dar qualquer coisa, mas Ele é tão misericordioso que nos deu seu próprio filho por amor a nós.


…uma língua erudita…: o site Wikitionary conceitua erudição como sendo “uma instrução vasta e variada, adquirida, sobretudo, pela leitura e pelo estudo, nomeadamente direcionada a um conhecimento de cunho acadêmico. Pode-se chamar de sábia uma pessoa erudita”, ou seja, a língua erudita nos fala daquilo que o nosso coração e mente estão cheios, e no caso do servo, o seu coração deve estar transbordando da palavra de Deus. Um coração assim se adquire por meio de leitura à palavra e muita oração, ações essas que são indissociáveis, ou seja, necessariamente precisam fazer parte da rotina do servo fiel.


…para que eu saiba dizer…: a partir do momento que o servo se dispõe a manter uma comunhão íntima e profunda com Deus por meio da oração e leitura à palavra, Deus o capacita para expressar aquilo que está transbordando em seu coração. Mas quando o servo irá expressar isso? Quando ele quiser? Veremos a seguir.


…a seu tempo uma boa palavra…: Amados, é somente no tempo de Deus que o servo caracterizado nos parágrafos acima poderá expressar aquilo que está dentro do seu coração. Novamente lembramos que é por meio da soberania de Deus que acontece todas as coisas, ou seja, quando Deus testificar por meio do Seu Espírito Santo que é a hora de falar aí o servo sentirá essa necessidade de exprimir palavras eruditas, boas palavras. Tais palavras devem ser o espelho daquilo que o coração do servo está cheio, ou seja, a palavra do Senhor, que deve ser lida diariamente, e a oração, que é o retrato da comunhão com Deus. Essa palavra vai de encontro especial a algum tipo de pessoa? Vejamos.


…ao que está cansado…: Esta palavra deve ser preferencialmente levada a quem se encontra sob o julgo do pecado, àquele que está cansado, que leva um peso sobre as costas. A missão dos servos de Deus nesse mundo é levar luz àqueles que andam em trevas. A palavra fala que somos o sal da terra, ou seja, devemos fazer a diferença, sermos tempero desse mundo, dar gosto àquilo que está sem sabor. É claro que nesta tarefa o Espírito Santo estará muito presente, pois Ele é a luz que o Senhor Jesus nos legou; por meio d’Ele as vidas cansadas acham paz e consolo para as suas almas, afinal Ele é o consolador.


Ele desperta-me todas as manhãs…: uma parte interessante deste versículo é esta. Vemos aqui a doutrina do culto nas madrugadas. Todos sabemos que é um meio de graça maravilhoso que o Senhor revelou aos seus servos fiéis, e é por meio dessa doutrina que o Senhor nos dá grandes vitórias. Creio que, de acordo com a linha de raciocínio deste versículo, este seja mais um requisito para se ter uma língua erudita que vem de Deus, juntando-se à oração e leitura da palavra. O interessante aqui é que diz que “Ele” nos desperta todas as manhãs. Não vou negar que tenho muita dificuldade para acordar às 5h40 da madrugada para ir ao culto da madrugada, mas quando me coloco na dispensação do Senhor Ele me acorda para ir, e muito me alegro e glorifico o Seu nome por isso; percebo que quando consigo ir às madrugadas meu dia fica perfeito, as lutas e provas não tem vez, e em tudo o Senhor abençoa. E você? Já percebeu isso também? Conte-nos suas experiências com madrugada nos comentários!


…me desperta o ouvido para que ouça como aqueles que aprendem: ao irmos aos cultos da madrugada o Senhor nos desperta para ouvir a sua voz, por meio da sua palavra. Quantas vezes, mesmo com minha dificuldade em ir às madrugadas, senti sono o período todo e no findar do culto, mais precisamente no momento da leitura da palavra o Senhor falou grandiosamente comigo??? Tenho certeza que isso já aconteceu com você também. Nós somos despertados para ouvir a voz do Senhor, que é mansa e suave. Outro ponto interessante a ser tocado é: “para que ouça como aqueles que aprendem”; essa parte nos remete à situação de alunos. Os alunos, em um determinado momento, param tudo em suas vidas para prestar atenção nos ensinamentos dados pelo Mestre. E é isso que ocorre quando o Senhor nos desperta de madrugada, Ele quer nos ensinar. Seja que tipo de ensino for, aquilo que vem do Senhor é bênçãos para a nossa vida. O que aprendeu com o Senhor na última vez que foi à madrugada? Qual versículo foi lido que por meio dele trouxe conhecimento para você?

Espero que essa palavra tenha trazido bênçãos para a sua vida, e desejo que o Senhor os te abençoe cada vez mais.

Peço que estejam orando para que o Senhor nos revele sempre mais palavras, e que o nosso blog possa ser um veículo de bênçãos para as pessoas.

Abraços fraternais,

Ramon Fávero


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